#03 - Luz! Por favor, com ela acesa.
Discordo terminantemente que a luz deve estar apagada. Gosto quando posso ver meu corpo refletido no suor do outro, dessa pegada cheia de ritmo, de encanto, numa sinfonia composta de sussurros e gemidos que alucinam os meus ouvidos e enchem de sabor minha boca. Me perco nos braços dos fortes, me divirto com as declarações dos mais românticos e curto ser judiar do coração dos mais durões, estes que a mim não enganam nada. Homens são diferentes e isso é o que mais me fascina, procurar uma lógica jamais encontrada entre os falos e suas falas, seus trejeitos ou o tamanho do pé. Passaria horas do meu dia estudando essas criaturas tão tolas, tão estranhas e em sua maioria tão funcionais para tirar meu estresse. Homens maduros são meu prazer, homens jovens são meu esporte, mas as crianças eu só consigo me fascinar por sua inocência, torcendo para que os meus aluninhos não sofram nas mãos de um alguém tão maléfico, pervertido. Suspiros me vêm sempre que penso o quanto eles poderão ser usados, manipulados e mesmo assim não notarem o quão divertido em comentar sobre seu sexo enquanto nas rodas femininas de conversa. Essa vida de professora infantil me fascina. Estudar a gênesis da sexualidade por toda parte, a safadeza já faz parte do ser humano. Minha vontade é encher essas linhas de onomatopeias, mas nem todas as mulheres vão compreender. Mas se bem que isso não faria tanto sentido. Gosto mesmo que elas fiquem por fora e seus maridos por dentro. [risadas]. Não me controlo! Essa cosia de filosofar sobre minha vida, sobre a minha lista de sexos novos e repetidos e de passar o marca texto naqueles que já declararam seu amor pela gordinha aqui. Pois é, a mídia pode até tentar enfiar um padrão esquelético de beleza, mas o jogo da sedução meu amor, é mais em cima. Vem dos olhos, o contato visual com minhas presas, uma jogada boba de cabelo e de repente o meu número que importa é o do celular do esquema. Só evito, mas não dispenso, pai de aluno meu. Nossa, terrível quando eles vem depois de um sexo bacana querer saber como o filhinho vai na escola. Tem gente que não tem noção de ética mesmo, hein? Acham que só porque rolou um sexo, puxaram meu cabelo e eu os fiz sentir um gelo na barriga com minhas perversões eles podem invadir minha carreira profissional? Eu deveria mesmo é laçar um desses aí e assistir uma briga por mim isso sim. Adoro vê-los me ligando, pedindo atenção e um suporte em suas fantasias, mas há dias que prefiro ser aquela professora pacata, que mesmo ganhando mal pra cacete, ainda consegue encontrar os cacetes bons que fazem bem. É como uma terapia pessoal. Mas secretamente vou continuando meus estudos sobre a origem do apague a luz. Os homens, quando criança, preferem-na acesa, já os adultos vem com essa de apaga-la como se eu não tivesse visão infravermelha, né? Quero contemplar, me emocionar, sorrir e gemer. Não sou paga, não finjo, eu vivo e tudo as claras do quarto. Analisando meu objeto de estudo com as ferramentas que a vida me deu: seios fartos e uma vagina tão forte, precisa e delicada que a natureza projetou em mim. Encerrar esse relato, aprontar as anotações do diário, preparar o projeto para a páscoa e caçar os melhores ovos do meu repertório masculino, viril e másculo. [risos]. “Amada pelos alunos e desejada pelos seus papais, admirada pelas mamães e invejada por aquela balança recalcada”, eu deveria escrever isso na conclusão da minha vida sexual.

deixo minha salva de palmas e meus sinceros parabens ao autor!
ResponderExcluireu nao sou o tipo de leitor assiduo e avido mas esse conto
me remeteu ao tempo em que lia viciosamente cronicas e mais cronicas!
parabens LHELHEBE
Vish da coisa boa é um comentário cerceado de palmas e de memórias. Obrigadíssimo pela visita, estarei esperando te mais vezes cá nesse meu espaço virtual.
ExcluirObrigado, Junior Bahia.