domingo, 18 de agosto de 2013

A Vagina Sem Mulher: Cap. VI - FINAL

♪ Era uma vez, um lugarzinho no meio do nada... ~VASHINA~


Após tantos meses de hiato na novela, vamos aos desfechos das nossas personagens que tanto movimentaram minha vida nos bares e redes sociais nos meses passados. Gostaria de agradecer a paciência de todos e o carinho com que receberam a novela. Confesso que foi o tempo complicado, mas o resultado final me deixou satisfeito. Espero ter conseguido versar bem entra o novo e vulgar, sem parecer uma música de forró. Obrigado a todos, vamos agora checar o final.



Em Campo Grande...

Suzana amarrou Vagina e recuperou a geladeira que havia sido vendida. Ela planejava e rabiscava com giz de cera um meio de dopar Vagina. Já tinha encontrado um desses médicos recém-formados na Bolívia para fazer a cirurgia de realocação vagino-uterina, mas carinhosamente gostava de rir e conversar sozinha em frente ao espelho, ora para decorar o nome, ora pra se imaginar com um pacotão inchado. Trancada, sem beber ou comer, no quartinho velho, Suzana ficava revirando seus pensamentos e rumando pra uma loucura total. O leiteiro, o padeiro e o açougueiro já tinham tomado ela por doida varrida e param de cobrar os meses de atraso [ambíguo, mas a intenção é que seja nos dois sentidos mesmo]. A própria Vagina já nem ligava mais para os disparates da colega, mas uma certa tarde tentando ver as reprises da tv aberta notou que as vilãs sempre surtam e que não devia subestimar ninguém. Começou a temer pela vida e decidiu se perguntar onde queria chegar numa cidade do interior, tão deslocada e distante de sua terra natal. Vagina sacou de dentro de si um travesseiro e se meteu dentro. De lá, parou para ouvir o que tanto Suzana conversava de frente pro espelho, tentou não rir e por fim, tentou não chorar. Sentia-se usada, comida e mau paga. Como podia aquela que outrora fora sua fortaleza, fora companheira nos ideais libertários e parceira no jogo de pife contra as travestis do fim da rua. Vagina não tinha muito tempo, de acordo com os planos que ouvira, Suzana planejava para o meio de agosto, período em que iam juntas comprar roupa para a Feira da Cultura, pôr o plano em prática. Ia passar meter diazepam na cachaça matinal de Vagina para levá-la direto para o seu médico sem CRM, o ardiloso Prácheca De La Luzita Piscante, autointitulado "Arranca Tora". 

Assim que a louca perdida parou de conversar e desmaiou de fraqueza, Vagina correu para o açougue e comprou um órgão feminino de uma vaca, lavou e maquiou para deixar parecido com ela. Tanto na cor, quanto no tamanho. Escreveu um bilhete de despedida e lambuzou toda sua armadilha com super cola e beterraba; Naqueles planejamentos loucos, Vagina só conseguia pensar na sua Esmerilda que deixou em Patu e decidiu que nada pode terminar bem quando se começa errado. Largou o álcool, fez a barba e decidiu que ia voltar a Patu, mesmo sem ser budista ou ter pretensões políticas, queria apenas ser feliz, recomeçar e perder a virgindade ao lado de sua outra-outra metade. E assim o fez. Assim que anoiteceu pegou seu rumo, olhou pela janela pra ver se tudo estava no lugar e se Cuiabá tinha acento no "u" ou no "a" final, mas pouco lhe importava a grafia desde que a louca da Suzana caísse no bilhete que estava e escrito assim

"Suzi, minha Ana,
Vamos comer comigo essas rodelas de beterraba.
Vamos ficar vermelhas e selar nosso futuro com um beijo de avermelhar
os lábios - grandes e pequenos - e quando terminarmos, lembre-se: CÚIABA. 
Kkkk,
Vagina"

Tão rápido quanto pode, Vagina correu e correu até o cair da madrugada. Aprendera a cavalgar em cachorros e isso a fez economizar muito dinheiro e paciência com aqueles moto táxis cabidos de Campo Grande. "Cãovagou" até Olho D'Água e adormeceu próximo a saída que leva a Patu.

Em Patu...

Ilda, ex-Esmerilda, após dar a volta por Almino Afonso, Frutuoso Gomes, Lúcrecia e Rafael Godeiro, decidiu ir a Olho D'Água, algo nela piscava e ardia indicando que a sua busca teria um fim. Não pelo desenrolar da estória que já seguia longa e complicada demais, mas porque sabia que sua felicidade estava  próximo. Acelerou na sua traxx e rumou ao seu destino.

Em Campo Grande...

Naquele velho quarto Suzana acaba de acordar. Decidiu que ia vender o fogão, iria comprar umas calcinhas novas e tudo mais. Mas tapada e viciada em inalar o gás butano, não ligou em fechar nenhum registro. Estava estasiada e notou que "Vagina" estava dormindo toda vermelha. Foi uma visão sexy e perturbadora! O que era aquilo? Ela não conseguiu pensar em nada produtivo e o gás que já começara a chamar atenção da vizinhança estava por toda parte. Ela pensou que poderia ter envenenado a órgã amiga ou poderia ter assassinado aquela que tanto ama. Perder a sua própria vagina era demais, mas perder até aquela que encontrara na vida, era demais! Pegou o celular, meteu na parede para simular uma briga [?], foi até o quintal, bateu com a cabeça no muro até abrir uma ferida. O gás a protegia da dor e dá um "ar" cômico em tudo. Suzana ria enquanto sangrava. Parou por um minuto para se concentrar e deu uma "fungada" e gritou: "Eureka!", ela ia atear fogo na casa! Encontrou duas pedras de fogo e figou pelejando até conseguir uma faísca. De repente a casa explodiu e ela foi jogada para o tanque. A vizinhança ligo pra polícia e todo o alarde estava feito. As beatas fofocava, as travestis riam e o dono do bar chorava com os demais pinguços enquanto tomavam uma dose de cachaça em homenagem aquela estranha periquita que contava tantas piadas engraçadas. Suzana, depois de molhar a cabeça, sentiu que a lombra a abandonara e que tinha destruído, sem ajuda de ninguém, outra vez, a própria vida, os sonhos e um contrato que tinha pago a vista para aquele médico chinfrim. Sem dinheiro, rumou até a estrada esperando anoitecer e pedir uma carona para longe de seus pecados. Ao cair da noite, ela abordou um caminhoneiro. O homem no primeiro desacelerou. Parou o caminhão, baixou o vidro e viu aquela mulher do cabelo estranho. Com voz seca e rude, perguntou o que ela queria e disse que não dava carona. Suzana ficou perplexada e falou:

- Cara, estou afim de dar uma vi...

Algo estava estranho em sua voz. Falava rouco e grosso. De imediato pensou que o gás tinha danificado as cordas vocais dela. Sua voz de recepcionista de motel agora lembrava um desses gays que se travestem e fazem carão em avenidas do Brasil. Pensou que seu plano teria ido por água a baixo, até que notou o brilho do caminheiro. Ele a olhava por inteiro. Por dentro e através. "O que diabo ele tanto olha, hein?" pensou consigo mesma. O caminhoneiro abriu o sorriso e disse:

- Oras, uma travesti bagunceira. Por um momento pensei que era uma mulher, mas que coisa! Vocês andam investindo pesado nisso de mudar de sexo. Eu tenho uns brinquedos e uns dedos divertidos. Estou indo pro Amazonas. Se quiser, podemos nos curtir no caminho. 

Suzana se ria que se mijava! Oras, alguém que a queria mesmo sem vagina e com uma oportunidade ímpar de invadir uma aldeia amazônica! Pensou nos índios, na mata e em como poderia ficar rica vendendo açaí e guaraná. Uma lágrima rapidamente escorreu pelo rosto pensando em Vagina. E disse:

- Vamos cara! Atoooro um amassa-amassa. Vagina essa é pra você sua tostadinha!

O caminhoneiro acreditando ser alguma gíria gay não deu trela e cuidou em pegar uns pênis de plástico. Trancou o carro a porta do caminhão e disse:

- Eu não sei o que quer, mas agora será toda minha. Eu uma vez estava fazendo sexo com uma jumenta e ela não soube fazer o oral. Com ódio, arrancou meu pequeno pênis com tudo em uma mordida só e agora sou um homem com dedos ágeis. Algum problema?

Antes de Suzana responder, ele acelerou o carro com tudo e ela decidiu dar uma de ofendida e virgem. "Pouco me importa se não tem pinto, eu também não tenho." e ria pensando que sua vida nova seria linda e cheia de linguadas! E lá se foi, seguindo as travessias da vida com seu novo amor, o caminheiro sem pinto. ~FIM de Suzana~ 

Em outra parte do país...
Esmerilda em sua traxx, vem correndo e avista um cachorro com algo nas costas. Ao acelerar mais atropela o cachorro e cai com tudo, batendo a cabeça na parede e caindo numa estranha posição de auto-oralidade-sexual no asfalto... Estranhamento macio, estranhamento com um cobertor. Olha para cima e vê o velho telhado de seu quarto e de lado sua vagina. Onde estava sua traxx, era seu velho ventilador e então, ao tirar a ramela do olho, consegue ver e não acreditar que tudo isso tinha sido um sonho, até que escuta sua mãe jogando praga e perguntando que cabaré era aquele. Esmerilda corre pro banho e sem acreditar vê que está tudo no lugar. Pensou que o sonho foi um aviso vindo de algum anjo louco e tarado. Pegou a tesourinha de unha e aparou os pelos pubianos. Viu que sua vagina meio que sorria para ela e que deveria se conhecer mais. Acreditar em suas capacidades. Que aquela vida de tabus e medos a que a mãe a obrigara a viver não era vida de verdade. Decidiu pegar todo aquele entusiasmo e transformar-se. Saiu do banheiro outra menina. Mesmo andando engraçado, havia dando uma geral nas pernas e axilas, penteou o cabelo e passou uma lavanda que só usava nos cultos. A mãe fico boque-aberta ao vê-la tão mudada, quase teve um infartou, mas ainda conseguiu dizer duas ou três ofensas. Esmerilda apenas sorriu. Prendeu o cabelo e foi tirando toda a sujeira de sua vida. Mudou por dentro e foi modificando a sua vida. Mudando o jeito grosseiro de sua mãe, apenas usando palavras gentis e estudando, lendo e vendo menos TV. 

Você jovem que acredita que a vida está fadada a ser a mesmice, que não sabe ler e não acredita ser capaz de mudar o seu meio, use Esmerilda como exemplo. Não espero algum órgão seu te abandonar para ser a mudança que espera nos outros. A vida está aí, mas não para sempre. Conheça-se. Conhecimento é poder.

F I M


quarta-feira, 13 de março de 2013

A Vagina Sem Mulher: Cap. V

♪ Olha que foi no risca-faca que eu te conheci, dançando & enchendo a cara... VAGINA!

No capítulo anterior, Ilda (ex-tonta) decidiu lutar por tudo que tinha direito enquanto cidadã, ser humana, filha e mulher desvaginada. Iria buscar por sua amiga enquanto terminava o seu supletivo e esperava as férias de setembro. Rumo ao desconhecido. Deixou de ser personagem, pra virar roteirista de sua vida. Morria de medo de ser pecado, mas aprendeu desde cedo que poderia se arrepender depois. Na dúvida, iria arriscar pra recuperar sua Vagina. Já tinha traçado sua rota, ia por Almino Afonso fazendo o "balão" pelas cidades da região. Uma vagininha tão pequena e tagarela não passaria despercebida. Vez por outro o medo a abatia, mas algo no oco entre suas pernas dizia que a distância não era tão grande. Tipo uma bússola de couro. Pouca coisa fazia mais sentido pra Ilda. Pouca coisa também importava, ela havia revirado todos os seus conceitos, toda a sua vida e via que era o certo a se fazer. Quebrar as rotinas, testar os limites e até ter o sonho e arriscar vivê-lo vez por outra. Pular o almoço só pra chegar no lanche. Como sua mãe deveria estar se virando na cova - pensava consigo sobre isso -, mas também não ia mais deixar de viver. Tinha que seguir em frente, guardar os bons sentimentos e deixar o lado ruim da vida na privada. Ser Ilda, quase um furacão.

Enquanto isso em Campo Grande...

Suzana estava tão feliz. Após tantos assaltos, balas perdidas e discutir até cair na gilete brigando com travestis, ela estava se sentindo vencedora. Havia alugado uma casinha e estava lá com sua amiga Vagina. Nossa que divertido. Agora ela entedia o porquê de tantos homens correrem tanto por sua finada vagina.

-"Que coisa boa é ser feminina e completa. Me sinto uma ex-travesti ao mesmo tempo que acho que  sou lésbica. Vagina estou louca por você, mulherzinha. Vamos viver assim juntas?"

Que vida bandida essa. Faltavam poucas semanas para voltar as aulas em Patu, estava se aproximando as festividades de setembro e a cidade se enfeitava. Suzana sentia que ia abandonar todas as tentativas de fazer  anal, agora que tinha consigo o que lhe faltava das outras 20 ou 30 vezes. Tinhas vários planos, mas um dos primeiros era acabar com as rebeldias de Vagina. Afinal, ela era mais vivida, já tinha feito várias atividades lícitas e ilícitas com o que Deus tinha lhe dado e lhe tomado. Os sentimentos de inveja e repreensão a dominavam. Desejava dopar e amarrar aquela orgãzinha entre suas pernas, mas como?

Já Vagina sentia-se perdida e decidiu tornar-se alcoolátra. Não por falta de conhecimentos sobre os males das bebidas. Mas pensara sozinha que não sabia dirigir, era virgem e não suportava o fardo de ter Suzana com propostas de casamento. Ela que havia saído há alguns meses de Patu para ir para a lua e ainda estava longe de sair até do estado, quanto mais do planeta.

-"Eu enquanto vagina sou um perfeito pâncreas!" - dizia entre uma dose e outra de cachaça.

Sentia-se pequena, rasa, incapaz. Incompreendida. Onde estava o espírito? Que matéria? E as leis da física?  Tudo era tão sem fins. Como tudo parecia ser maior que ela. Sentia que Suzana era louca e manipuladora, mas não a manipulava como os dedinhos leves de Esmerilda. Aquele crentinha que amara como nunca outra. Sua amiga, sua comparsa. Colega de tantas brincadeiras de esconde e cheira. Coisas da infância que não voltam mais. Mas antes de pensar em qualquer coisa, continuou bebendo até dormir dentro de uma lixeirinha próxima. Sonhando que estava rumando de volta àquela casinha no bairro do cemitério, trajada não com uma camisinha feminina, mas de astronauta. Usando seu capacete e com a bandeira do flamengo nas costas. Era um sonho encantador...

Em casa, Suzana estava apertando umas calcinhas e pensando no que fazer para a festa que se aproximava. Mas então sentiu uma forte dor de cabeça. Gases se espalharam por toda a casa. Uma podridão só. Pediu ajuda dos vizinhos e foi pro hospital. Pela ausência de médicos especializados em mulheres sem vagina, teve que ser encaminhada para Mossoró com urgência. Ela pensava em tanta coisa, mas não conseguia não temer pela vida. Refletiu tanto e descobriu que o seu vazio não era falta de macho, mas sim as lembranças que tinha em si dos tempos em que passou sendo uma travesti. Como era bom ficar nas esquinas, montar gangues, cobrar pedágio e descobrir vários maridos que adoravam um consolo anal. Tomando soro no corredor e achando graça. Essa era a Suzana que ele aprendera a ser. Quando a sua orgã, havia se tornando um preço que pagou, mas que aprendeu a viver sem. As expectativas que criou em torno de sua amiga Vagina não era de amizade, mas sim de possessão. Suzana estava tendo uma experiência de quase esclarecimento total, talvez fosse o soro em uma veia errada ou algum arrependimento lido em alguma cartaz na Zona Oeste de Natal. Toda forma, não estava em muitas condições de se preocupar com o mundo, queria apenas descansar, arrumar suas malas e partir pra Palmas/TO. Na falta de tanta coisa lá, uma mulher sem vagina seria apenas um detalhe caro e escasso. Se imaginou fazendeira, rica e temida e adormecera ali, com um sorriso safado e chupando o dedo do pé.

Vagina, depois de alguns chutes de suas inimigas travestis, foi para casa decidida à dormir e esquecer quem era e o que seria. Mas ao ver a vizinhaça toda alvoraçada entendeu que Suzana tinha novamente batido com o bujão em alguém da rua. Já era quase rotina os barracos dela, mas algo estava estranho. Não havia nenhuma marca de sangue ou rastro de policia. Sentiu um calafrio atravessando toda a sua vulva. O que seria aquela sensação de aperto que sentia dentro de si? Por onde diabos andava aquela perdida que lhe prometeu amor eterno? Toda forma arrumou suas malas e decidiu, logo cedo iria partir. Não iria se prender mais a ninguém. Deixou escorrer uma lágrima pela sua face, mas estava aprendendo que nem todas as escolhas eram óbvias e nem todos os caminhos eram fáceis. Escreveu um bilhete, vendeu a geladeira roubada que Suzana alegava ter ganho em um bingo anal e pagou o aluguel e a bodega. Arrumou suas poucas roupas, lavou a pouca louça que tinham e a cama. Também separou e arrumou as bolsas de Suzana, sentia em si que ela iria ser perseguida, afinal, era um dos vários apelidos chulos que recebera durante a vida. O pior sempre foi o de fedida, mas sobreviveu aos bullyings e estava ali.

Não percam todos os desfechos que se entornam ao redor da Serra.

terça-feira, 5 de março de 2013

A Vagina Sem Mulher: Cap. IV

♪ Nada ficou no lugar, eu quero quebrar essas xícaras, eu vou enganar o diabo [...]
Que é pra ver se você volta...Que é pra ver se você vem... VAGINA!


"Era então você." Pensava Vagina enquanto refletia sobre quem ela tanto procurava, por quem ele tanto lutara nessa estrada de terra e de gente feia. Enquanto as pessoas corriam para apartar a briga na outra rua, Vagina e Suzana se viam presas uma na outra, como os lábios - grandes e pequenos -  de uma flor vaginal. Ambas sentiam-se completadas, ali mesmo no sol quente de Campo Grande, a beira de um bar e já altas pelo odor do meio-dia.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A Vagina Sem Mulher: Cap. III

- Recomendado para apreciadores de uma boa vagina novela - 


♪ Eu nem sei mesmo quem sou nessa falta de carinho. Por não ter um grande amor
Aprendi a ser sozinha... Vagina! 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A Vagina Sem Mulher: Cap. II

-  Recomendado para maiores de 13 anos mentais  -


♪ Foi pensando em me guardar... E querendo não querer. Me dizendo pra esquecer
Foi pensando só em mim, que eu pensei só em você...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A Vagina Sem Mulher: Cap. I

+13 anos



                Nossa estória se inicia com uma indagação simples: “Que mundo é esse que ninguém mais sabe o que é amar?”. Agora que estão pensando nessa pergunta, podem abrir seus corações para esse complexo cultural chamado “viver”. Deleitem-se com a pressa de um sonho bom, de uma fruta madura e de um copo de suco de cajarana. Com vocês “A Vagina Sem Mulher”