O cheio da terra molhada sempre vai me fazer reviver a vida que você me deu. Não sei dizer quanto tempo vaguei sozinho. Você criou um mundo no qual eu quis estar. Nós dois juntos como deveria ter sido. Queria dizer que não sofro, mas vem sendo difícil. Solidão era tudo o que eu tinha e você me estendeu a mão, me foi abrigo contra o tempo ruim. Nunca havia chorado lágrimas tão gentis. O prazer de ser pequeno em seus braços me fez crescer. Amanhã irei passar por aquela cidade que nos uniu. Lembro que éramos tão diferentes, você tão confiante e eu um nada, uma amargura, um cinza. Você me falava sobre sentimentos que podiam fazer milagres, me contou dos seus credos e me incluiu em suas preces e eu só pude te abraçar e pedir que nunca partisse sem mim. Te amei mais ainda no outro dia quando você acordou e afagou meus cabelos enquanto eu despertava. Você me fez acreditar em um deus de amor e eu encontrei deus em seus olhos e um dia você partiu. Continuo vagando, mas dessa vez não estou mais perdido, sempre tenho a sensação que vamos nos encontrar e você irá me guiar outra vez, contando sobre tudo que aprendeu e eu irei sorrir enquanto uma lágrima ira contornar minha bochecha. Irei viver até lá,

"O prazer de ser pequeno em seus braços me fez crescer.", cada texto eu grifo mentalmente algumas frases bem boladas, kkk. Adorei. Continue assim.
ResponderExcluirPs: tira o acento agudo de "contínuo vagando".
Gostei da ideia paradoxal do título, ela cabe perfeitamente na ideia cíclica de pensamento expressa em cada frase, como pensamentos separados, dividos, sendo analisados mentalmente por uma cabeça confusa após a separação, mas que se encontram no final como em uma oração de súplica! Um epístola sobre a dor da ausência!
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